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Ser super mãe é uma treta

Ser super mãe é uma treta

18
Jul17

My little drama queen

Susana

Ontem a minha filha foi para o primeiro dia de uma colónia de férias a rir e a saltar, chegou eufórica e foi o caminho todo a contar-me o que tinha feito e o que tinha visto. Hoje foi a chorar compulsivamente porque queria que eu fosse com ela, também eu queria, mas ser adulto é fodido, um dia ela vai perceber. Conheço-a de trás para a frente, já tinha percebido que hoje ia dar merda, mas como sei que lhe passa rapidamente, que se vai divertir imenso, não cedi e fiquei a ver a carrinha ir embora com a minha filha a chorar, enquanto eu disfarçava o meu coração partido com o sorriso mais amarelo que conseguia. Ela foi a chorar, chegou lá óptima e está feliz e divertida como eu sabia que ia estar. São os dramas que eu já conheço de cor, a consciência excessiva que tem dela própria e dos outros e questões demasiado existenciais para a idade. É o que ela é, amo a personalidade dela em todas as suas vertentes, birras incluídas, podia era não me matar devagarinho tantas vezes.

 

É que eu sou uma besta, mas sofro dos nervos.

17
Jul17

Meu querido avô

Susana

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Fazias hoje 88 anos.

 

Entro na tua casa e tu ainda estas lá. Estás sempre lá. Sentado no cadeirão de frente para a porta, sorris, eu abraço-te, encho-te de beijos e sento-me ao teu colo. Foi assim tantas vezes.

 

Fazes-me tanta falta, seco as lágrimas na lembrança do teu sorriso, no homem doce e bom que sempre foste, vou guardar a tua memória para sempre.

 

Tenho saudades de tudo o que não viveste. Meu querido avô, deixaste-nos cedo demais. Se existe alguma coisa para lá de tudo isto, tu estás sentado num cadeirão a olhar por nós e a sorrir de orgulho, como sempre.

 

Parabéns, avô!

16
Jul17

Sixteen Going On Seventeen

Susana

 

De hoje a uma semana faço trinta e oito anos, meto por extenso para disfarçar, mas a verdade é que não me sinto nada com a idade que tenho. Não carrego fardos, lamentos e tristezas que me façam perder muito tempo com pena de mim própria. É engraçado que aos vinte e três anos me senti suficientemente adulta para comprar casa, que aos vinte e sete anos me senti velha e sem esperança e que hoje, tão perto dos quarenta anos, me encontro num lugar sereno onde nunca tinha estado. Completamente consciente do caminho que fiz para aqui chegar, perfeitamente segura de quem sou enquanto mulher, mãe, esposa e acima de tudo, absolutamente segura das minhas decisões, sem precisar que pensem por mim, sem precisar de provar nada a ninguém, nem de justificar perante os outros as decisões que tomo para a minha vida, para a nossa vida, para a vida dos nossos filhos. Estou na realidade, numa altura da vida, em que me estou a borrifar para o que os outros pensam, para o que opinam e para a maneira como vivem a sua vida. Que sejam felizes, é o que espero. Eu sou imensamente feliz por ter chegado aqui assim, mãe de dois filhos que me deixam sem respiração, casada com um homem maravilhoso, rodeada de quem me faz apenas bem e segura, tão segura, que por muitas voltas que a vida me faça dar, não me faltará o chão para andar.

14
Jul17

E vocês costumam levar os vossos filhos a bibliotecas?

Susana

Ontem fomos à "nossa" biblioteca. Os miúdos brincam com os puzzles, exploram os livros e aprendem a dar valor a um espaço que é de todos e muito importante na vida dos que não têm a possibilidade de viver numa casa cheia de livros. As bibliotecas são lugares especiais, democráticos, em que qualquer um pode tirar um livro da prateleira e lê-lo.

 

Requisitámos um livro pela primeira vez, para que os miúdos, (mais ela claro), percebam como funciona esta democracia de escolher um livro, levá-lo para casa, estimá-lo e devolvê-lo impecável para que os outros meninos possam também usufruir da sua leitura.

 

E assim se criam, espero, futuros leitores.

 

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12
Jul17

Jardim Zoológico, dos lugares que me fazem feliz.

Susana

Sinto-me sempre uma criança no Jardim Zoológico, acho que uso a desculpa de que os miúdos vão adorar lá ir, quando na verdade quem está em pulgas para voltar a ser criança sou eu. Os miúdos adoram, são doidos por animais e vivem a ida ao Jardim Zoológico numa excitação constante, desde que compramos os bilhetes até ao último salto dos golfinhos. E eu também.

 

Vou lá desde sempre. Com os meus pais, em visitas de estudo com a escola, a festas de aniversário de amigos e se da última vez que lá fui em miúda fiquei bastante desiludida com o estado de degradação em que se encontrava, quando regressei ao Jardim Zoológico há cerca dois anos, fiquei agradavelmente surpreendida com a renovação, com o aspecto cuidado dos animais e das instalações, das imensas sombras e espaços de lazer. Sei que muito ajudou o apadrinhamento dos animais por empresas, mas nota-se no geral um grande esforço de reabilitação.

 

Para uma família, ir ao Jardim Zoológico não é propriamente barato, mas assistir a um jogo de futebol também não e no Jardim Zoológico temos mais variedade de animais e menos palavrões para os miúdos aprenderem. Se o dinheiro dos bilhetes for canalizado para manter o espaço como está e a qualidade de vida dos animais, não me importo mesmo nada de o visitar uma vez por ano e manter esta nossa “tradição”.

 

A nossa visita este ano foi assim, com muitas memórias felizes.

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Se não são Bambies parecem.

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Ou este é que é o Bambie? DSC09607.JPG

Não sejas camelo! DSC09608.JPG

A tartaruga que ganhou a corrida à lebre. DSC09633.JPG

O "fofinho" a saltar.

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Baby zebra.

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- Oh, o tigre está a dormir porquê?

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A visitar a família.

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Mãe e filho. Quando o pai regressou a casa houve zaragata.

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O exibicionista do costume.

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Elefantes mal cheirosos a tomar banho. 

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We love girafas!

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Estás a olhar para onde?

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A rainha da selva.

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Que bela sesta.

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A lady is a lady.

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Okapi, Opapi ou a zebra a quem se acabou a tinta.

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Ele há com cada urso.

 

 Fotografias © Susana Almeida

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