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Ser super mãe é uma treta

Ser super mãe é uma treta

01
Mai17

A propósito do dia do(a) trabalhador(a)

Susana

O papel da mulher na sociedade e no mercado de trabalho é condicionado pela maternidade. É inevitável. A maternidade condiciona a nossa disponibilidade e as empresas não estão para nos aturar.

 

Uma mulher que seja mãe não tem a mesma disponibilidade que um homem, mesmo que seja pai, para trabalhar mais de oito horas por dia, (parece que a moda agora são pelo menos dez horas na empresa). Os miúdos existem e é preciso cuidar deles.

 

O corpo das mulheres é diferente do corpo dos homens, é ridículo ter de dizer isto, mas somos tratadas como se o nosso corpo fosse igual e a diferença estivesse apenas no que dá jeito, termos umas boas mamas e um bom rabo. Não está. Somos nós que menstruamos e às vezes custa horrores, somos nós que engravidamos e às vezes a gravidez é um filme de terror e também somos nós que parimos e caraças, se vocês soubessem como eu preferia que fossem os homens a fazê-lo.

 

Também somos nós que ficamos de licença de maternidade a aturar as pequenas pestes que nos sugam a energia e sobrevivemos cinco meses sem enlouquecer. E não, não estamos de férias. Somos nós que amamentamos e que saímos duas horas mais cedo do trabalho durante um ano. E não, não usamos essas horas para ir passear. Somos nós que muitas vezes ficamos em casa quando os filhos ficam doentes. E não, não estamos de folga.

 

O que é preocupante, é que apesar de tudo isto, as mulheres são mães, trabalhadoras e donas de casa. Estão em maior número nas faculdades, têm muitas vezes melhores notas, têm o mesmo acesso à educação que os homens, são focadas, duras e não as vemos em cargos de topo, de visibilidade. Não somos as donas disto tudo e devíamos ser. Devíamos ser ouvidas mais vezes, estar em cargos decisivos, mandar mais, mas não estamos porque somos mães (ou podemos vir a ser). As mulheres são vistas como um empecilho e não como uma mais-valia. E é essa visão paternalista e retrógrada que deve ser alterada. Apesar da nossa menor disponibilidade, as empresas devem olhar para nós como pessoas capazes e fundamentais. Devem aceitar-nos e respeitar-nos na nossa diferença.

 

Não somos fracas, muito pelo contrário, somos nós que metemos esta gente toda no mundo, querem prova maior de força que esta?

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