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Ser super mãe é uma treta

Ser super mãe é uma treta

16
Ago18

Stop Body Shaming

Susana

Quando eu tinha vinte e poucos anos pesava sessenta quilos, tinha um longo cabelo liso, não tinha barriga, usava um piercing no umbigo, tinha a confiança de uma anémona e dizia que a única coisa que gostava em mim era das pestanas. 

 
Hoje tenho trinta e nove anos, peso a mais, tenho olheiras, cabelos brancos, sardas como nunca, manchas na testa, uso óculos e aparelho nos dentes, tenho mais mamas do que gostaria e a gravidade não foi minha amiga, tenho estrias, derrames e varizes nas pernas, os meus braços há muito que ganharam flacidez, tenho barriga, um rabo grande, celulite, coxas largas e porra, nunca gostei tanto de mim. 
 
O meu corpo não é perfeito, mas é o meu e aprendi a olhar para mim para lá do corpo. Vejo a mulher, a personalidade, a confiança e a força, o mau feitio e o sentido de humor. Ainda vejo o corpo com todos os seus defeitos, mas vejo-o através dos meus olhos e não através dos olhos dos outros. E aceito-o.
 
A aceitação começa em nós. Se o fizermos dificilmente cedemos ao que os outros esperam de nós, ao que a sociedade diz que é bonito ou perfeito. A sociedade que se foda. 
 
É um lugar comum, mas não adianta ter um pacote do tamanho perfeito, embrulhado com um papel bonito e com um laço espetado, se lá dentro não está merda nenhuma. 
 
#stopbodyshaming
 
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