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Ser super mãe é uma treta

Ser super mãe é uma treta

26
Mar18

Breve inquérito a mães normais (9)

Susana

Já vos tinha trazido as respostas da Diana e estavam em falta as respostas da Rita. A minha cabeça anda ao sabor das horas que durmo e ao mesmo tempo que pensava que tinha que pedir as respostas à Rita também me esquecia de o fazer. A Rita sabe bem o que é isto da privação do sono e, também por isso, resolveu com a Diana criar o Amãezónia, que é só a selva mais fixe onde se fala de maternidade sem paninhos quentes. A Rita é uma miúda selvagem que escreve maravilhosamente e que desenha ainda melhor. A selva não seria a mesma sem as ilustrações dela. Deixo-vos as respostas da Rita e se souberem o que é bom podem continuar a seguir o trabalho dela aqui.

 

Rita, sou designer e ilustradora, tenho 36 anos e uma filha com 5 anos

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

Tenho saudades de ter muito tempo livre. Não falo do tempo para procrastinar mas do tempo para fazer coisas de que gosto realmente, extra trabalho: sair de noite, ir ver um concerto sem ter de pedir a alguém que fique com a minha filha, ir ao cinema de repente, só porque sim, ir à praia sem hora de regresso para jantar porque se passar das 20h e não houver nada preparado vem birra na certa.

 

O que mudou em ti com a maternidade?

A criança nasce e quando no hospital nos perguntam se temos o ovinho para a levar para casa, é o momento-chave em que percebemos que a criança e o ovinho, a partir de agora, vão estar sempre mas sempre connosco. Nesse momento cresci porque as responsabilidades nunca mais me largaram. 

Depois vai variando de dia para dia: chega o dia em que conheces o verdadeiro orgulho por algo que a tua filha fez, chega a hora em que te deparas com a verdadeira frustração por algo que a tua filha não fez, enfim, parece-me que todas as emoções sofreram um aumento significativo de intensidade desde que ela nasceu. E nunca mais consegui viajar com uma mochila pequena.

 

És a mãe que imaginaste?

Nada. Sempre fui ingénua em relação ao assunto e também nunca fiz grandes expectativas. Achava que ia ser uma coisa muito natural e fácil, mas só uma ingénua pode pensar assim, não é? ahahaha De repente, zás, uma chapada de realidade. 

 

Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Ora bem, 3 dicas para quem nunca foi mãe e está a fazer planos: 

1 - Pensem se é mesmo isso que querem antes. Depois o bebé vem mesmo para nossa casa. E chora. E não se pode devolver. ahahah

2 - A minha bebé não dormia. Eu não sabia nada de bebés que não dormem. Informem-se sobre todas as possibilidades reais no Amãezónia e aqui no Ser Super Mãe é Uma Treta.

3 - Esquece a quantidade incrível de opiniões que as outras pessoas dão sobre como cuidar do bebé. O que é melhor para algumas pessoas simplesmente não dá para nós. Sim, eles vão continuar a achar que estás a fazer tudo mal, não te importes.

 

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12
Fev18

Breve inquérito a mães normais (7)

Susana

A próxima mãe a responder ao inquérito é a minha amiga Sara. A Sara começa por me perguntar se eu acho mesmo que ela é uma mãe normal e a verdade é que não acho, a Sara é uma mãe extraordinária. Penso imensas vezes nela quando me sinto cansada e sinto-me minúscula perante tanta coragem. A Sara é mãe de cinco filhos, ela e o Nuno, o marido, decidiram deixar Portugal e emigrar para Praga. Vivem longe da família e dos amigos, mas mais perto do que possam imaginar. Vivem no meio da floresta, a Sara é mãe, professora dos filhos e ainda uma fonte de inspiração. Prometo que ainda vos volto a falar da Sara e do Nuno outra vez.

 

Sara, 40 anos, ex-professora de Educação Física, de há cinco anos para cá, mãe a tempo inteiro. Cinco filhos - 4 miúdas, com 12, 9, 5 e 2 anos + 1 miúdo com 4 anos. Passei a ser mãe a tempo inteiro quando optámos pelo Ensino Doméstico, portanto posso dizer que as minhas funções de mãe abrangem o ensino escolar dos meus filhos.

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

Dos hobbies. Esses ficaram um pouco esquecidos nos últimos anos, mas aos poucos vou recuperando, especialmente em tempo de férias.

 

O que mudou em ti com a maternidade?

Algumas coisas mudaram. Conhecer uma outra forma de amor - abnegado, que dá sem questionar, com prazer, de forma sacrificial (sem que seja um sacrifício). Menos ego. A minha certeza de que eu era uma pessoa muito paciente, que dificilmente se irritava. Afinal não era verdade. Compreender melhor os outros pais (e os meus próprios!). Não compreender os outros pais (sim, isto dá para os dois lados). Preocupação. Preocupo-me mais.

 

És a mãe que imaginaste?

Não tenho certeza, não me lembro exatamente do que imaginava. Se te referes a ser exatamente como gostaria..., há coisas (várias!) a melhorar e a aprender. Contudo, também há áreas na maternidade em que fui além do que alguma vez imaginei. Por exemplo, nunca pensei vir a ficar em casa, dedicada aos miúdos - isso seria impensável -, e, afinal, faço-o com gosto!

 

Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Um conselho... Avança! Sem medos. É uma das viagens mais bonitas da nossa vida.

30
Jan18

Breve inquérito a mães normais (6)

Susana

A próxima mãe é uma prima querida que o casamento me trouxe. Lamento apenas a distância que nos separa, porque é sem dúvida das pessoas boas que gostaria de ter por perto. Eu explico, a Paula vive nos Açores, rodeada de lagoas, paisagem verde e vaquinhas sem stress. É mãe de dois rapazes muito especiais, preocupa-se acima de tudo que eles saibam que são amados, (é cá das minhas!), experimentou a tortura do sono com o mais novo (estamos juntas!) e sobreviveu, é professora dos filhos dos outros e das que gostam do que fazem.

 

 

Paula, 41 anos, professora, 2 filhos, um rapaz com 11 e outro com 5 anos.

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

Desde que sou mãe tenho saudades de ter tempo para mim, de “vegetar”, ou seja, estar horas a ver uma série, deitada no sofá ou na cama, a comer o que me apetece, sem interrupções.

 

O que mudou em ti com a maternidade?

Com a maternidade melhorei enquanto pessoa, enquanto profissional, enquanto mulher (passe o “cliché”)… Aprendo tanto, todos os dias, reaprendo, ponho tudo em perspetiva, sinto-me capaz de enfrentar certas situações porque os tenho.

 

És a mãe que imaginaste?

Quase sempre. Às vezes, grito mais do que queria, outras, cedo mais do que devia. Sinto que cresço com eles. No entanto, sei que sempre disse que quando tivesse filhos, eles saberiam, sem nunca duvidar, que são muito amados, e isso, tenho a certeza que estou a fazer bem.

 

Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Diria que tudo muda, que é como a canção “Um amor para a vida toda…”, um amor que exige muito de nós, que nos põe à prova, que nos faz chorar e duvidar, mas um amor que te enche por completo a vida. Por isso, há que pensar bem antes de tomar esta decisão, pensar nas noites sem dormir, nas birras, nas doenças, na falta de tempo para cuidar de nós… Todas aquelas situações em que não pensamos quando decidimos ter filhos.

17
Jan18

Breve inquérito a mães normais (5)

Susana

Esta semana trago-vos a minha amiga Maria João Marques. É mãe de dois rapazes que dominam a arte de a manipular. Assume-se uma mãe leoa, afetuosa e que perde a paciência mais vezes do que gostaria. Não perdemos todas? É também uma mulher preocupada com o papel das mulheres nas empresas, na política, na sociedade, tem mau feitio na hora de defender os valores que considera importantes (e ainda bem), não prescinde de ter uma voz ativa e não abre mão de reivindicar o espaço que deveria ser das mulheres. São também estes valores que não deixa de transmitir aos filhos. Deixo-vos as respostas da Maria João, não deixem também de a ler por aí.

 

Maria João Marques, 43 anos, Economista, dois filhos, de 11 e 8 anos

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

Tenho saudades de não ter horários, de poder jantar fora quando me apetecesse, de não ter de me preocupar com almoços ao fim de semana, de não andar sempre a correr durante a semana de manhã para levar a criançada para as aulas e a partir do meio da tarde a ir buscá-los, levá-los a atividades e a consultas, banhos, trabalhos de casa, jantar, deitar, ufa, enfim, de não terminar os dias com o sentimento de dona de casa desesperada. Não por qualquer desespero ou infelicidade, mas pelo desgaste da correria emparelhado com o tempo que o trânsito de Fernando Medina me faz perder.

 

O que mudou em ti com a maternidade?

A maternidade coloca o centro da nossa vida nos filhos, em vez de em nós. Isso em si mesmo é uma realidade que nos torna melhores pessoas e mais generosas. Deixamos de ser tão auto centradas. Também nos torna mais claras as prioridades da vida. Sabes o que vale a pena e aquilo que é irrelevante. Deixas de ter tempo para as questiúnculas pouco importantes, estás emocionalmente demasiado ocupada para alimentar ódios ou embirrações de estimação. Por outro lado, ficamos exímias na gestão do tempo. Aquilo e quem não nos interessa é riscado do nosso horário e desaparece da nossa vida. Deixamos de ter tempo para fazer fretes.

 

És a mãe que imaginaste?

Não. Ou, pelo menos, não em quase tudo. Não imaginava que fosse um amor tão avassalador. Sou imensamente mais protetora e leonina que alguma vez supus. Tinha a ilusão de que seria uma mãe calma e controlada; claro que, afinal, expludo e grito e perco a paciência e a cabeça mais vezes do que devia. Também não acreditaria se me dissessem que seria tão facilmente manipulável e que capitularia perante os meus filhos com tanta facilidade - ou por cansaço ou por admiração pela proficiência infantil na hora de manipular. Na parte em que não me enganei a mim própria, acho que lhe consigo transmitir os valores que sempre achei que conseguiria; dou-lhes a conhecer pontos de vista originais, curiosos e bem humorados sobre a vida, tal como desconfiava que faria; e sou uma mãe afetuosa e cúmplice e com aversão à disciplina rígida - aqui também não me surpreendi.

 

Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Que se prepare para o cansaço e para as despesas, que são sempre mais que planeamos. Que tenha como prioridade absoluta conseguir ter tempos para si própria. Nem que seja, nos momentos mais alucinados dos primeiros anos da maternidade, meia hora para estar enrolada no sofá a preguiçar. E que seja generosa consigo própria, perdoando-se os muitos erros e imperfeições.

08
Jan18

Breve inquérito a mães normais (4)

Susana

Esta semana trago-vos as respostas da minha irmã. Para mim, mais que uma mãe normal, ela é uma irmã extraordinária (e chata como todos os irmãos). Apesar da diferença de sete anos que nos separa, eu sou a mais velha (Graças a Deus!), não me recordo da minha vida sem ela. A minha irmã é um furacão e há pouco mais de dois anos deu-me o melhor dos presentes, um sobrinho furacão. Ela diz-se um pouco workaholic, eu digo que ela é uma lutadora que não desiste de lutar pelo que merece, um orgulho para mim que continuo a ser uma irmã galinha.

 

 

Joana Almeida, 31 anos e um pouco workaholic num novo trabalho e com poucas horas no dia para tratar de tudo, 1 filho com dois anos. 

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

De ir ao cinema quando queria e de não ter um horário planeado para tudo. 

 

O que mudou em ti com a maternidade?

Mudou a minha perspetiva em relação a algumas coisas, ganhei calma apesar de parecer estranho, mas era muito stressada com as coisas antes de ser mãe. 

 

És a mãe que imaginaste?

Não. Acho que nenhuma mãe pode dizer que é exatamente a mãe que queria ser. Eu tenho vários momentos em que penso que não era exatamente assim que queria que as coisas corressem, mas acho que faz parte.

 

Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Que não vale a pena planear tudo ao milímetro. Para não se assustar se houver um momento em que pense "Eu preciso de 5 minutos para mim." E que não tem de fazer tudo sozinha, pode pedir ajuda.

29
Dez17

Breve inquérito a mães normais (3)

Susana

Esta semana trago-vos a minha amiga Sílvia, que fez o favor de não se preocupar com o limite de caracteres e escreveu o que bem lhe apeteceu. A Sílvia tem dois filhos, mais ou menos da idade dos meus, tem uma filha que é um desafio constante, miúdas de personalidade forte dão cabo de nós e um filho que veio acrescentar loucura à sua vida. Diz-se uma mãe em construção. Desabafamos muitas vezes uma com a outra por mensagem e tentamos ajudar-nos a sobreviver à loucura da maternidade e às ausências dos pais. Lembro-me de uma sugestão que me deixou a rir às gargalhadas, deixar a miúda saltar em cima da cama até que a birra desapareça. Ela garante que resulta. Gosto particularmente da forma descontraída e nada fundamentalista como vê a maternidade e ela é uma mulher do norte carago, as respostas dela só podem ser em bom.

 

Sou a Sílvia, trabalho num BackOffice onde analiso reclamações, tenho uma filha com cinco anos e um filho com um ano e meio.

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

Há muitas: dormir; comer uma refeição com calma e em silêncio; sair de casa para fazer algo que não seja trabalhar ou participar num programa infantil; poder curtir uma virose em paz sem ter que estar doente e cuidar de outros doentes; viajar sem ter que me preocupar com as horas de distância ou a possibilidade de as crianças apanharem uma doença exótica... Mas, se tivesse que escolher, “ A” coisa seria: ter momentos em que não tenha absolutamente nada para fazer. Desde que sou mãe acho que isso nunca mais existiu...Tenho a vaga ideia de tais momentos serem uma realidade antes da maternidade... Seriam?

 

 

O que mudou em ti com a maternidade?

Começa por ser uma mudança física. Logo desde a gravidez, começam a ser testados os limites de resistência do nosso corpo e da nossa mente: cansaço, sono, dores nas costas, vírus atrás de vírus... Ainda não sei bem até quando isto dura, mas não vejo grande luz ao fundo do túnel.


Depois há as mudanças mais ao nível das emoções. Deixei de ser só a Sílvia para passar a ser também a mãe de alguém, como se tivesse nascido uma nova faceta de mim que tenho vindo a aprender a conhecer. 


Eu e o meu marido tivemos que encontrar (ainda estamos a construir esse caminho) um novo equilíbrio na nossa relação porque tínhamos encontrado uma harmonia a dois que ficou destabilizada com a chegada de mais dois.

 

Também fiquei a conhecer todo um novo mundo cuja existência desconhecia: o mundo das mães. Fiquei a saber que há blogs, fóruns e grupos de mães onde se discutem temas que vão da mais pequena borbulha às questões mais filosóficas, passando por um sem fim de recomendações. Descobri também que há sempre diversas teorias sobre tudo o que tenha a ver com as crianças: alimentação, sono, birras, transporte, disciplina... Há teorias para tudo e têm sempre um nome estrangeiro. Acho este último detalhe curioso.

 

Acho que também aprendi a gerir um bocadinho melhor o meu tempo porque ele escasseia.

E faço mais planos, tenho mais medos, menos certezas. Acho que me tornei mais indecisa e insegura com a maternidade, talvez seja porque, no fundo, ainda estou muito no início da minha carreira de mãe.

 

 

És a mãe que imaginaste?

Tenho que confessar que eu nunca me imaginei como mãe. Chegou uma altura em que começamos a ter vontade de construir uma família e comecei a imaginar como seria espetacular sermos três em vez de dois. Mas sempre me concentrei nesse ponto de construirmos uma família e nunca imaginei ou refleti sobre qual seria o meu papel nesse novo contexto.

 

E depois a coisa aconteceu e ainda hoje, cinco anos depois, olho para a minha filha e pergunto ao meu marido: como raio é que chegamos aqui?!

 

Com esta pergunta puseste-me a pensar sobre que tipo de mãe sou. Acho que sou a “mãe em progresso”, ainda em construção. Os primeiros pilares estão prontos, as plantas desenhadas no geral, mas ainda não no particular. O resto virá com tempo, trabalho e dedicação.

 


Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Um conselho para uma fase específica, os primeiros meses da vida do bebé: cinco ou seis meses em casa com a mãe/ pai é muito pouco. Avaliem bem todas, mas mesmo todas as hipóteses possíveis, façam contas bem rigorosas à vossa vida e tentem que ou a mãe ou o pai consigam ficar mais tempo em casa com o bebé. O bebé merece, a família toda merece!

 

Um conselho para o dia-a-dia: há certas horas, dias, semanas, meses, em que nos parece que estamos a atingir o nosso limite e não aguentamos mais. Mas se pensarmos na vida como um todo, o que é uma hora, ou até um mês? Tentem respirar fundo e pensar: vai passar e vai passar mais rápido do que conseguimos imaginar. Este pensamento não funciona sempre (porque às vezes estamos mesmo cansadas, desesperadas), mas funciona às vezes e isso já uma ajuda.

20
Dez17

Breve inquérito a mães normais (2)

Susana

Mais um breve inquérito a uma mãe normal. Esta semana trago-vos a minha querida amiga Rita, cujo único defeito é ser benfiquista. É mãe de um miúdo lindíssimo e com este inquérito fiquei a saber que está nos treinos para o segundo. Deve andar a dormir bem.

 

Rita Correia, tenho 37 anos e sou assessora de imprensa. Tenho um filho, mas estou nos treinos para o segundo!

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

O que mais tenho saudades de fazer é mesmo não fazer nada! É sair da cama, comer qualquer coisa e ficar a bezerrar no sofá o dia todo. Ver um jogo do Benfica sem interrupções, sem ter que andar para trás para ver melhor o golo…

  
O que mudou em ti com a maternidade?

Além das mamas mais descaídas por causa da amamentação, (podes tirar esta parte! :D), acho que fiquei mais medrosa, acho que ando mais com o coração na mão! 


És a mãe que imaginaste?

Acredito que sim. Quando estava grávida acreditava que um dos meus grandes defeitos, nervosismo, ia desaparecer, mas há alturas em que não sinto isso, em que tenho que respirar para não explodir à primeira situação… Mas tenho fé que um dia mude, ou não… já são 37 anos disto, de ter pouca calma! Falamos daqui a 10 anos, quando ele entrar na adolescência?


Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Vai em frente, é o melhor do mundo e não há cliché melhor que: compensa tudo! Mas olha que não é só um mar de rosas como pintam: deixas de dormir, hormonas aos saltos, ficas descompensada, nos primeiros tempos deixas de existir, só a cria é que interessa. E cuidado com as depressões, não acontece só aos outros! Desde muito cedo têm personalidade própria, teimosos que nem uma mula… Mas volto a dizer é o melhor do mundo!

15
Dez17

Breve inquérito a mães normais (1)

Susana

Estamos rodeados de mães normais, mas insistimos em dar demasiada atenção às mães que vivem vidas muito distantes das nossas. Penso muitas vezes nas minhas amigas, na minha irmã, nas minhas colegas, em vocês que me lêem e até na insuportável da minha vizinha quando está aos gritos com as filhas e penso no que teriam para dizer.

 

Uma vez por semana, em vez de vídeos de recebidos, vou trazer-vos um breve inquérito a mães normais.

 

A primeira mãe, por razões sentimentais, é a Diana, que com a Rita, faz a dupla mais selvagem da Amãezónia. Noutra vida eu e a Diana fomos colegas de escola antes de sermos amigas, foi ela que me desafiou para escrever e é, agora que penso nisso, a responsável pela existência deste blog, (se quiserem reclamar é com ela). Ambas fugimos da culpa, detestámos amamentar e adoramos dizer asneiras.

 

 

Diana, tenho 37 anos e sou jornalista. Tenho uma filha.

 

Qual a coisa de que tens mais saudades de fazer desde que és mãe?

O que mais me custa é ter deixado de ter tempo (ou o direito) para estar sozinha. De ter tempo só para mim, sem interrupções. Poder ir a sítios quando quero sem ter de organizar tudo muito bem. De poder ver a porcaria do "Mentes Criminosas" sem ter de pôr na pausa cada vez que ela entra na sala porque ver um gajo a serrar outro ao meio é capaz de não ser fixe.

 

O que mudou em ti com a maternidade?

Deixei de poder ir à casa de banho sozinha. Raios partam.

 

És a mãe que imaginaste?

Às vezes sou. E isso é bastante fixe. Mas vamos esperar pela adolescência da miúda para ver até que ponto consigo ser essa mãe.

 

Que conselho darias a alguém que está a pensar em ser mãe?

Não te metas nisso. Mas se quiseres mesmo tem em conta que a vida muda toda. Mesmo toda, cada pedacinho dela. E que vai ser horrível. Mas vai ser a melhor coisa também. Tipo, a melhor mesmo. Mas às vezes a pior. Já percebeste a cena, certo?

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